É comum vermos alguns atletas numa tentativa de acelerar a recuperação entre treinos ou para “dar mais energia” recorrerem a suplementos antioxidantes, sendo os mais conhecidos aquelas à base de vitamina C e vitamina E.

É importante contextualizar que uma alimentação rica nestes micronutrientes é sempre benéfica, no entanto as quantidades presentes nestes suplementos são praticamente impossíveis de alcançar através de uma alimentação equilibrada. No caso da suplementação em vitamina C, a dose habitual dos suplementos no mercado ronda os 1000mg, o equivalente ao consumir cerca de 17 laranjas.

Apesar de em alguns casos a suplementação destes produtos poder até acelerar o processo de recuperação e/ou as dores musculares tardias, fá-lo através da redução da inflamação e dos radicais livres produzidos pelo treino. Parece que o processo inflamatório desencadeado pelo treino, é essencial para que o corpo possa realizar as adaptações necessárias, para continuar a melhorar a performance nos treinos.

Outra estratégia utilizada para promover a recuperação, pode ser os banhos de gelo e a crioterapia que pode ser implementada em períodos competitivos, em que são realizadas várias provas no mesmo dia durante dias consecutivos. No entanto, parece também interferir nas adaptações ao treino, e por esta razão não devem ser utilizadas fora de alturas competitivas. Quando estamos em competição a recuperação é mais importante que as adaptações, mas quando estamos em períodos de treino e preparação para provas, as adaptações devem ser a prioridade.


Se o objetivo é evoluir, seja hipertrofia muscular ou performance nos WODs, devem dar a prioridade ao sono atingir as metas de hidratos de carbono do dia e de proteína.

Por: Gonçalo Contente (@gcontente_nutricionista) • fotos e vídeos do Instagram

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