Ora bem… Desde já, obrigado Orlando e Planeta Crossfit pela oportunidade de dar a conhecer um pouco o meu percurso no Crossfit. O meu nome é Emília Duarte, tenho 46 anos, e profissionalmente trabalho numa editora, faço Crossfit desde 2013, bem tento fazer, e participo em competições desde dessa altura…Como? dizem vocês?

O melhor é contar como aconteceu, tinha eu já 39 anos fui desafiada pelo Miguel Caratão que na altura era o meu treinador já há muitos anos no Holmes Place. Para participar numa competição, Promofitgames III, juntamente com duas amigas que treinavam lá e eu aceitei o desafio. Eu já fazia com ele crosstrainnig, ou como lhe chamávamos na altura treino funcional, que andava a revolucionar o ginásio, era completamente fora da caixa na altura. Pois trabalhava com pesos, corridas e fazia montes de exercícios com o peso corporal, eu claro destacava me, e para mim aquilo era um desafio e adorava, só porque sim.

Tenho que vos explicar, eu desde miúda que me lembre fiz sempre qualquer coisa, nem que fosse correr ao desafio com o meu irmão, nunca me dediquei a sério ao desporto, em adolescente ainda fiz atletismo. Mas depois na altura lesionei me, e como costumo dizer meteu se a vida e fiz outras coisas. O desporto foi sempre um escape que me ia acompanhando, acho que se o Crossfit tivesse surgido nessa altura, talvez tudo fosse diferente. Eu não sou uma pessoa que me apaixone fácil e o Crossfit foi amor à primeira vista, pois desde aquela prova em que ganhamos, foi sempre aprender novas técnicas, força, agilidade e saúde, nunca mais deixei a modalidade.

No meu percurso, entretanto, fui para uma box, Meanmachine, liderada pelo meu querido treinador Tiago Santos, em que nele encontrei uma pessoa que me soube compreender, e que me foi ensinando tudo a seu tempo. Com calma, e a evolução foi surgindo, a força que me caracteriza, a ginástica e o fitness. O facto de actualmente ter 7 anos no Crossfit, de ter seguramente participado em mais de 50 provas, equipas e individuais, sem lesões, deve se seguramente ao treino que faço diariamente com orientação do Tiago.

Desengane se quem julga que evolução no Crossfit surge num ano ou dois, é um work in progress, sempre… Consistência, persistência, força de vontade e humildade, é o segredo de se manter no Crossfit e na Vida. No meio disto descobri o halterofilismo, em que comecei a praticar juntamente com o Crossfit, descobri uma modalidade que exigia uma disciplina, rotina de treino e dificuldade devido a técnica, e que adorei. Entretanto comecei a participar nas provas nacionais e a destacar me, em 2018 fui desafiada pelo meu treinador de halterofilismo o Bruno Rocha, a participar no mundial de Masters em Barcelona. E treinei, treinei e saí de lá com a prata ao peito, este ano ia tentar validar ou trazer o ouro, veio o Covid e acabou com a nossa pretensão.

Mas existem mais anos e oportunidades. Atualmente o Crossfit para mim continua a ser o desporto mais completo, gosto de ir a provas, se calhar muita gente pergunta o que é que aquela tipa anda ali a fazer no meio das RX. Pois, enquanto eu me conseguir apurar lá vou eu, pois adoro a adrenalina, o desafio mental, nervosismo antes das provas, e o facto de conseguir fazer o que me é proposto.

O nível do Crossfit em Portugal começa a ser muito bom, os atletas que vão surgindo são cada vez melhores, só espero que a massificação da modalidade não tire o amadorismo que eu gosto. Pois para mim, participar é ganhar, e vejo infelizmente que muitas vezes o principal de atletas e organizações de provas, é ganhar a todo o custo. Não censuro o facto de ganhar ou de ter algum rendimento nas provas. O que está mal são os atalhos que tomam, mais cedo ou mais tarde tudo tem consequências.

Bem espero que tenham gostado desta minha conversa, e só desejo a todos que descubram se não for no Crossfit, noutra modalidade qualquer, o que vos faz sentir feliz e com saúde, mexam se e nunca desanimem, o que hoje é difícil amanhã pode ser fácil. Sejam fortes e principalmente felizes.

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