O CrossFit é um vício que está no corpo!

O Planeta Crossfit esteve à conversa com a Maria Alexandrino Tuxa, para quem não a conhece, a Tuxa é uma jovem atleta de 61 anos que este ano esteve inscrita no Open. E tem um PR de deadlift de fazer inveja a muita boa gente! Conheça-a um pouco melhor na pequena conversa que se segue.

P.C – Antes de mais, obrigado por dispensares algum do teu tempo para termos esta conversa. Comecemos pelo inicio, como é que o CrossFit entrou na tua vida?

M.A.T – Antes de mais obrigada eu pela tua simpatia. Ora o CrossFit entrou na minha vida, e a verdade terá de ser dita que o culpado foi o Miguel Caratão. Ainda não se chamava CrossFit, eram aulas de total condicionamento como assim se chamavam, que eram únicas e espetaculares lá no ginásio. Entretanto eu e algumas pessoas, estávamos num grupo onde os treino eram adequados as necessidade e objetivos de cada um, e tudo era muito parecido com o CrossFit.

Depois abriu a primeira box cá no Norte, e a maioria dos alunos dele foram experimentar e quase todos gostaram. e continuaram. Depois seguiu-se a mudança para outra box, e agora estou na casa que mais gostei até hoje, a nossa barra norte

P.C – Sempre foste uma pessoa ativa, ou o gosto pela atividade física começou com o CrossFit?

M.A.T – Sempre fui mais ou menos ativa. Desde a hidroginástica, a outras aulas de grupo e alguns anos no ginásio, pode-se considerar que fui uma pessoa ativa e continuo agora com o CrossFit, que me enche mais as medidas. Chamam-me tola, mas é onde atualmente me sinto bem.

P.C – Há quanto tempo praticas CrossFit?

M.A.T – Prático CrossFit vai para quatro anos, sendo que  nos dois primeiros praticava duas a três vezes por semana, e complementava na época ainda no ginásio, com algumas aulas de pilates, balance, Stretching e pouco mais. Agora desde que estou na Barra Norte, vou todos os dias. É um vício que está no corpo. Acordo e a primeira coisa que programo é a hora do treino, em relação a minha vida privada.

P.C – O que é te motiva para ires treinar quase todos os dias?

M.A.T – O que me motiva é o facto de gostar de me mexer, e como sempre gostei de aulas de grupo, procuro o convívio com os amigos que fazemos num ou noutro horário. A socialização é importante para mim. Até podia treinar mais, mas a língua impede me disso.

P.C –  Achas que na tua idade, se torna ainda mais fundamental praticar CrossFit, para se ter uma melhor qualidade de vida?

M.A.T – Na minha idade claro que é muito importante treinar CrossFit, pois tenho os meus dias mais livres, pela questão de saúde também. Pois sou diabética, embora com os valores controlados. Isto deve-se também ao treino assíduo. Só por curiosidade, fiz uma desitometria óssea e aumentei em dois anos 11,3% de massa óssea na coluna lombar. Também a diversidade dos treinos são bons para estimular todo o nosso corpo. É bom para exercitar a memória, ter mais força e agilidade, enfim estou-me a preparar para a chegada dos netos. Tenho que estar como nova,

P.C –  Falemos agora um pouco relativamente aos treinos/aulas, sei que tens uma relação de ódio com os box jumps. Queres revelar porque é que odeias a caixa?

M.A.T – Pois, eu e as caixas temos uma relação duvidosa. Desde sempre me intimidaram as caixas. Ou pela minha altura, ou por outro motivo fico nervosa só de ver escrito no quadro box jumps. Já saltei muitas vezes, até ao dia que cai e fiz um smile na canela da perna. Fiquei ainda com mais medo. Mas já saltei algumas vezes com uns bumpers a diminuir a altura, e o que custa realmente é o primeiro. Mas…. É sempre um filme como sabes.

P.C – Por outro lado, sei que tens um PR de deadlift de fazer inveja a muitas atletas mais novas. Queres dizer qual é, e já agora qual é o movimento do CrossFit que mais gostas?

M.A.T – O deadlift embora não seja o que gosto mais, é na verdade um dos exercícios que são para mim mais fáceis. Talvez por ser pequena, não sei… o meu PR é de 102 kg. Mas o que gosto mais é o Snatch. Difícil para mim por causa da mobilidade, mas espero conseguir um dia..

P.C –  Este ano inscreveram-te no Open, sei que após o 18.1 ficaste bem classificada. Gostaste da experiência de teres que gravar os wods?

M.A.T – Agora que o Open acabou, posso dizer que gostei do desafio embora com alguma ansiedade. Independentemente de ter ficado em primeiro lugar em Portugal, nono na Europa Sul, e 655 no mundo, Foi boa a experiência para sentir na pele, um pouquinho que sentem os nossos atletas, e o quanto um wod de 7′ ou 20′ nos pode pôr ko.

Ali é tudo “verdade”, e nas aulas terá que ser assim também. Tenho que agradecer aos dois monstrinhos, Marcelo e Miguel, por me meterem nestas andanças, e ao Luís pela ajuda que também me deu. A todo o pessoal da box que gosto, e me acarinham. Beijos, abraços e até para o ano, esperemos que mais forte. Porque não pode ser só paleio não.,.. toca a treinar as fraquezas!

P.C –  Faço esta pergunta a muitos dos meus entrevistados, e vou fazê-la a ti. O CrossFit é perigoso?

M.A.T – Se o CrossFit é perigoso. Pode ser. Mas há outros desportos que são bem mais perigosos. É bom desafiarmo-nos mas com a consciência dos nossos limites. Olha o futebol, provoca muitas mais lesões do que o CrossFit.

P.C –  És um exemplo de força, garra, e determinação para toda a gente que treina contigo. E tenho a certeza, que também passarás a ser um exemplo, para muitas pessoas que lerem esta entrevista. Queres deixar algum conselho para os atletas mais novos?

Velhos ou novos, nunca desistam dos vossos sonhos, e lutem porque podemos ficar sempre melhores. Temos atualmente jovens atletas incríveis, e esses também para mim são uma fonte de inspiração. Libertem-se dos medos e receios, e para a frente é que é o caminho. Para os mais velhos como eu, experimentem porque nunca mais vão querer outra coisa. E eu que sou medricas hehe.

Muito obrigada por todo o carinho. Bem hajam!

Muito obrigado Tuxa pela pequena conversa, continua com esse espírito e força de vontade para treinar! És sem duvida um exemplo para mim, e para quem treina contigo!

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