O Crossfit é uma família mesmo estando longe de casa

Fui convidada a falar, como o Crossfit tem mudado a minha vida, e ao pensar no assunto eu percebi que não mudou apenas meu corpo e meu condicionamento físico, mas sim a forma de como eu enfrento a vida em geral depois do Crossfit.

APRESENTAÇÃO

Então vamos lá conversar um pouco, primeiro educadamente vou me apresentar.

Meu nome é Alyna Gomes tenho 24 anos, sou Brasileira e estou morando em Portugal há 8 meses para estudar (e treinar claro), conheci o Crossfit aos 23 anos, tem 1 ano e 6 meses que treino crossfit, desporto no qual me apaixono todos os dias, mais pela forma inclusiva que ele é, e pela família que ganhei com ele.

DESPORTOS ANTERIORES

Sempre fui amante do desporto, já pratiquei um pouco de quase todos. Quando era criança, fiz ballet, natação (onde minha Mãe me mandou parar porque os meus ombros estavam a ficar largos, mal ela sabia que viria a ficar 3x maior. Anos mais tarde com o crossfit, haha), vólei, basquete, muay Thai, tentei até surf, skate, atletismo, dança, também fiz ginásio por um período antes de conhecer o crossfit.

Não posso esquecer de mencionar os desportos automotores (no qual amo até hoje), quando era miúda cheguei a fazer motocross, incentivada pelos irmãos. Até o dia em que eu derrubei um miúdo que tentava me ultrapassar numa corrida de moto, e ao empurra-lo para fora da pista, o coitado quebrou o braço, pois, desde sempre também fui competitiva, que é um espírito essencial no desporto. Mas neste caso, miúda, ainda não sabia dominar esse espírito, já hoje eu uso isso para me motivar, e tomo cuidado para isso não atrapalhar, como vejo muitos casos por ai.

Voltando à longa lista de desportos que já pratiquei, além do motocross, depois de “grandinha” fiz trilhos de quadriciclo/motoquatro (acho que os tugas chamam assim). De carros com tração 4×4 também, mas só por hobby, só competi mesmo com veículos tipo “Jeep”, em corridas que eram organizadas em pista de areia (muito fixes), e com isso tenho 3 troféus das três corridas em que participei. Dois de primeiro e um de terceiro lugar (tive ótimos professores para conseguir estes troféus, Célio Santos e meus dois irmãos, eles são os três únicos pilotos no mundo que eu confio , admiro e amo claro até hoje), uso os troféus também para desvendar a lenda de que mulher só sabe pilotar fogão.  🙂

CROSSFIT vs VIDA PESSOAL

Meus primeiros contactos com o crossfit não foram lá muito animadores, quando fiz a minha primeira aula experimental (Novembro de 2016) DETESTEI aquilo, saí da aula pensando “como uma pessoa sai de casa para se matar nesse desporto, coisa de louco” para mim era humanamente impossível concluir uma aula inteira de crossfit.

Ao passar umas semanas, sem pisar naquela cena de louco designada BOX, eu voltei a tentar fazer outra aula pela insistência de uns amigos, e é onde começa minha história de amor pelo crossfit. Por acaso a época que iniciei minha relação amorosa com o crossfit, foi a mesma época onde finalizei uma longa relação amorosa (7 anos). Para vocês terem noção do apoio que foi/é o crossfit pra mim, eu estava simplesmente a 10 meses do meu casamento, com todos os preparativos acertados, quando decidi “jogar tudo para o ar e vir para Porto” (vendo assim parece louco da minha parte mas tinha meus motivos para tal).

E o Crossfit foi o meu apoio físico, porque apoio espiritual sempre foi Deus, e então me sentia em casa e apoiada quando estava na box, e é assim o crossfit para mim até hoje, uma família que tenho mesmo estando a milhões de quilómetros de casa.

COMPETICÕES

Falando em competição no crossfit , hoje costumo competir em equipa, e vejo que para já é nisso em que me destaco, por ter rápidas transições e também por não dominar todos os movimentos de ginástica, sendo assim, eu preciso de pessoas que cubram minhas fraquezas, então competições em equipas são ótimas para mim.

Quando cheguei cá em Portugal eu só tinha competido antes duas vezes em scaled, e apenas uma vez em intermediário, mas aqui já me puseram em competições nível RX, que de inicio eu me assustei com a ideia, mas competir com pessoas dedicadas e que dominam mais movimentos que eu, me fez evoluir bastante em poucos dias, o que foi muito bom para mim.

Sempre gostei de competir, nasci com espírito de competitividade, gosto de ser desafiada e estou sempre disposta a novas metas e quebrar novos Records, principalmente os meus.

Para mim o que define um BOM ATLETA é a sua força de vontade diária de se superar e não desistir em qualquer barreira. A maior luta que um Crossfiter tem é contra ele mesmo, pois a cada “rep” que conseguimos a mais, ou a cada segundo que optamos por não parar para descansar e seguir pontuando, mesmo com o corpo e mente dizendo o contrário, aquilo sim te torna mais forte e te torna dominante da tua mente.

Se com a minha humilde experiência no crossfit, puder dar uma dica a vocês;

CONHEÇA e DOMINE seu corpo e seu psicológico, logo vai superar seus limites. Seja mais forte que sua melhor desculpa!

Crossfit para mim é uma família, no qual independente do lugar do mundo que eu estiver, uma box com pessoas que amam crossfit assim como eu, será sempre como uma casa para mim.

Pode seguir a Alyna no instagram clicando no seguinte link: https://www.instagram.com/alynagomes/

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1 Response

  1. Uau… que materia gira! Vou já fazer minha aula

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