Pai do Rafael. Marido da Marta. 38 anos. Oficial superior na PSP/Unidade Especial. Owner, CEO e Head Coach da CrossFit AlphaDen. CEO e Endurance Coach no The Alpha Program. Coach L-2, Aerobic Capacity Ambassador e Coach CF Competitors.
Treino e compito em todas as modalidades de endurance e fitness funcional que sinto serem desafiantes mas não me considero atleta.
Sou o Tiago Lousa.
Gosto de aprender mas, mais ainda, de ensinar. Gosto de comer. Gosto de falar. Devia falar menos e ouvir mais. Mas sou assim.

Não sou forte. Não sou rápido. Não sou explosivo. Não sou especialmente dotado tecnicamente. Tenho noção do nível das minhas competências físicas, e sei que o que me distingue e permite lutar pelos lugares de topo em várias competições, são os ligados ao mindset: a capacidade de sofrimento; o foco na preparação e a inteligência tática e emocional.
Sobre mim.
Vivo tentando sempre cumprir a máxima pessoniana: “Para ser grande, sê inteiro. Põe quanto és no mínimo que fazes”. Dar o meu melhor e ser o melhor em todas as áreas em que me envolvo. Essa a é a mensagem que tento passar a todas as pessoas que tenho a possibilidade de influenciar. Na mais pequena coisa que fazemos poderemos ser identificados e associados. Há pessoas que só se cruzam connosco uma vez, um momento, e temos que deixar a marca da forma que queremos que se recordem de nós.
Integridade e legado são os pilares da minha vida.
Sobre a minha vida desportiva.
Em 1992 – tinha eu 10 anos – era o meu pai um sargento do exército destacado na Guiné Bissau e a minha mãe professora e mãe de três filhos fui, por necessidade – que, mais tarde se veio a revelar uma grande oportunidade – para os pupilos do exército. Aprendi muito com o rigor do internato militar:  honrar a farda e princípios e valores para a vida. A forma mais ou menos pedagógica com que nos eram incutidos é discutível mas, naqueles tempos, era aceitável e, acima de tudo, funcionava.
A nossa atividade desportiva equivalia ao triplo do que os miúdos da minha idade tinham acesso. Professores experientes que tinham a capacidade de, para além de nos ensinar com as melhores metodologias, nos motivavam e conseguiam demonstrar a importância do desporto na formação da personalidade.
Durante os 8 anos em que fui “pilão” aprendi e evolui muito a nível desportivo. Tive oportunidade de experimentar desportos comuns e menos comuns (equitação, remo, esgrima, tiro, entre outros) mas foi sempre nos desportos coletivos com bola e no endurance que me destaquei. Na Orientação tive os melhores resultados individuais, sendo por duas vezes o melhor atleta nacional em campeonatos do mundo (Letónia 1996 e Itália 1997). Em paralelo e por influência do meu padrinho iniciei-me no triatlo em 1995. Na altura éramos apenas 3-4 juvenis e tínhamos que fazer as provas com a elite. O nosso nível não tem comparação com os miúdos de hoje em dia, que têm já níveis de treino, performance e competitivos muito elevados e desde muito cedo. Na época os treinos eram as provas e as provas eram os treinos. 🙂
Sobre a minha ligação ao CrossFit.
Em 2015 enquanto estava em missão policial pela Agência Europeia de Fronteiras – FRONTEX, na Bulgária/Turquia li uma reportagem sobre corridas de obstáculos e decidi que, nesse mesmo ano, iria fazer uma Spartan Race. Como já tinha alguma experiência de provas táticas e pistas de obstáculos militares e estava bem condicionado, pois estava a fazer provas de trail com alguma regularidade, a preparação específica acabou por ser apenas um mês e meio. Assim veio a acontecer. Participei e ganhei a Elite na Spartan Race de Madrid (Super 13km).
Ainda nesse ano fui vencedor da Spartan Race Barcelona (Beast 21km) e fui 7º no Campeonato Europeu na Eslováquia (Beast 35k). Foi durante esse período que conheci o CrossFit e comecei a utilizar a metodologia, como complemento. Tive uma passagem curta pela CrossFit Restelo e, após, durante cerca de um ano, na Bear Cave Box. Foi neste espaço, através da influência de pessoas como o Manuel Osório, Pedro Bártolo, entre outros, que o “bichinho” foi crescendo.
No final do ano de 2015, numa conversa ao almoço e em tom de brincadeira, um amigo de longa data, engenheiro, fez-me uma proposta: “vamos abrir um espaço de treino para OCR, aproveitando a tua visibilidade e o gosto que tens pela área!”. Após uma curta reflexão percebemos que a modalidade ainda não estaria suficientemente desenvolvida em Portugal para ser sustentável autonomamente. Surge então a CrossFit AlphaDen. A box tem sido um desafio muito interessante onde tenho tido margem para aplicar ferramentas na área de gestão, liderança e formação, áreas em que me sinto confortável e feliz a desenvolver.
Temos uma comunidade única e especial feita de pessoas boas. Um modo de ser e estar que nos distinguem. Conseguimos, com muita imaginação, competência e dedicação fazer o que considero ser o mais complexo na nossa área: Equilibrar uma comunidade de amigos: próxima, saudável e “fit”, com um negócio que preste um serviço de qualidade em que a satisfação do cliente é o maior objetivo.
Como coach especializei-me naturalmente nas áreas em que mais experiência tenho: CF Endurance em todas as suas vertentes e na preparação mental e tática para competição. No TAP (the alpha program) juntamos o conhecimento cientifico do coach Rodrigo Couto – head coach do programa de CF e responsável pela programação geral e periodização de treino, ao meu know how nas áreas referidas. Esta junção de sinergias tem estado, ao longo do ultimo ano, a preparar atletas que esperemos venham a estar ao mais alto nível brevemente.
Em termos competitivos, apesar de o fazer por vezes a título individual, tenho um gosto especial por competir em equipa. Preparar e capitanear um grupo de pessoas, com características e personalidades próprias, com competências físicas e capacidades técnicas distintas e díspares e conseguir que trabalhem de forma abnegada para um objetivo comum, movidos pelo mesmo propósito e guiados pelos mesmos valores, como peças de uma engrenagem bem oleada. Sofrimento, solidariedade, comunicação, sincronismo, tudo faz parte da nossa preparação. Torna-se difícil expressar a satisfação que sinto quando competimos e ganhamos a equipas em que todos os atletas – individualmente considerados – são melhores que nós.
É um sentimento de realização pessoal e coletiva único. E, melhor que isso, ao sermos próximos e treinarmos – e estarmos – constantemente juntos, o processo torna-se por si só recompensador. Adoramos “partilhar suor”, dor, sofrimento. Ansiamos diariamente pelos momentos em que podemos estar juntos a treinar.
Não será desmedido dizer que o CrossFit é, neste momento, a maior parte da minha vida. Família e amigos juntos na mesma comunidade. Como eu costumo dizer: a minha vida não é desporto, mas o desporto é a minha vida.
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