O Limite Está Na Nossa Cabeça! Temos Que Em segurança Procurar Sempre Atingi-lo E Ir Mais Além.   

Olá malta forte!

Sou o Carlos Moreira, tenho 28 anos e alguns cabelos brancos🙂. Militar da GNR de profissão e sou de Felgueiras.   

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Desde sempre fui muito ativo, uma criança que pouco parava em casa e que gostava era de brincar na rua, conviver e aprender com os outros miúdos.

Com 12 anos comecei a jogar futebol num clube amador. Aos 14 estava a jogar nos séniores de um clube popular (para quem conhece sabe que é bastante

durinho 🙂 ) . Com 18 anos terminei a minha curta experiência no futebol, após alguns anos num clube federado. Nessa altura entro na universidade, mas por motivos pessoais desisti do curso na área de saúde. Valeu a curta experiência!

Depois do futebol tinha que procurar alguma coisa para me manter ativo e comecei a correr. Corria 5/6 vezes por semana, uma coisa louca na altura para mim. Fazia cerca de 20km e o meu corpo não estava preparado para tanta intensidade.

Durante esse período decidi ingressar na GNR!

Comecei a treinar num ginásio a fim de me preparar para as provas e foi aí que me foi apresentado o crossfit, através de um PT no ginásio. Ele estava a treinar para competir em Guimarães, na altura a 1.ª prova de crossfit. Mostrou-me uns vídeos malucos (diga-se na altura) do Froning e do Khalipa e o bichinho começou a surgir.

Com 19 anos comecei o curso da GNR em Portalegre. Após estágio em 2013 fui colocado em Almada. Nova vida, longe do meu “mundo” onde cresci a todos os níveis.

Obviamente fui procurar uma Box em Lisboa. Treinei no Crossfit Restelo durante 1 ano. Mudei para a Crossfit Almada quando esta abriu. Conheci pessoas fantásticas com as quais ainda mantenho grande ligação. Sentia-me em casa pela grande comunidade destas duas casas, que sempre me acolheram bem e me ajudaram no percurso, das melhores coisas que o crossfit me deu!

Em 2016 fui colocado no Norte. Treinei quase sempre numa Box em Felgueiras e maioritariamente na Cidade Berço – The Box, fantástica casa, que aconselho toda a gente a visitar (quando tiverem oportunidade e assim for possível) liderada por pessoas ainda mais fantásticas.

Nunca foi fácil mas a minha vontade sempre prevaleceu e sempre me motivaram a continuar mesmo quando, em 2017 a minha vida dá outra volta e piora um pouco mais. Fui colocado a 65km de casa. Ia e vinha todos os dias, um desgaste físico enorme pelos horários completamente malucos do trabalho (turnos completamente desregulados sem saber o turno dia seguinte), pelas horas de viagem e falta de descanso. Com imensas limitações e sem Box para treinar.

Mesmo assim participei em algumas competições, quando o meu corpo e/ou o trabalho deixavam. Um exemplo, em 2017 fiz o apuramento presencial no Portuguese Showdown, ficando em 10.º lugar. No entanto por compromissos profissionais (não conseguindo sequer trocas) tive de abandonar a competição, não podendo estar presente no dia seguinte.

No decorrer deste caminho começam a surgir as lesões, quase sempre no período pré competição. Várias cirurgias (só em 2018 foram 3), mas nunca baixei a cabeça! Aliás decidi levar ainda mais a sério, ser seguido por excelentes profissionais que me ajudaram ainda mais no meu caminho.

Quer a nível de alimentação, quer de programação individualizada, que sem dúvida fizeram toda a diferença!

Procuro acompanhamento nutricional, com o enorme Dr. António Pedro Mendes e de coaching com o grande Renato Costa (RcTraining).

Após uma das cirurgias, que foi a mais complicada e quando toda a gente pensava que ia deixar de treinar, no ano seguinte estava a fazer um Back Squat com 190kg.

 

O limite está na nossa cabeça! Temos que em segurança, procurar sempre atingi-lo e ir mais além.

Uma das coisas que mais me motiva é poder mostrar que sim, é possível! Apesar dos entraves ou complicações que possam surgir. Acima de tudo gosto de motivar pessoas a mexerem-se e deixar o sedentarismo.

Perante isto nunca fiz um Open em condições normais. Fico a aguardar por essa oportunidade.

Em 2019 resolvo concorrer a uma especialidade da GNR. Foram 3 meses de curso (duros), com muita aprendizagem e onde mais uma vez o crossfit ficou completamente de lado.

Sou colocado na especialidade da Unidade de Emergência Proteção e Socorro, onde faço parte de uma equipa helitransportada de combate a incêndios.

No verão trabalho 12h por dia! Agora é só fazerem contas ao tempo que sobra para treinar e onde.

Por isso, sem dúvida que aqui tenho de agradecer ao grande Miguel Lopes, que me abre a porta da sua garagem a qualquer hora para treinar.

No primeiro verão de trabalho, diga-se verdadeiramente intenso e duro, após a especialização (Março a Maio) e sem qualquer tempo de treino, em Setembro participo no CalisCross Games.

Nada preparado, participei com o objetivo de poder avaliar em que forma estava, sentir o ritmo de uma boa competição e também conviver com a malta.

Mais uma vez o limite está na nossa cabeça, porque sem estar de todo à espera, consegui o pódio e o meu melhor resultado numa prova crossfit.

Em 2020 mantendo-me longe de casa e sem Box para treinar, decido tirar o L1 Trainer Course e desenvolver competências mais técnicas. Surge também a pandemia devido ao Covid-19, muitas mudanças no crossfit e provas suspensas.

Dedico-me então no decorrer do último ano a pesquisar mais, estudar bastante. Sempre gostei de ensinar e ver os outros obterem bons resultados (através dos conhecimentos que tenho, dicas e ou opiniões que possa dar). Sempre gostei também de propor metas, analisar wods e resultados dos outros atletas que treinam comigo.

Em paralelo defini outro objetivo pessoal, fazer uma prova de triatlo Iron Man!

Já havia pensado nisto antes e agora acho que é a melhor altura. Fiquem atentos!

O Open vai ter de ficar para quando for Master com ainda mais cabelos

brancos, eheheh🙂 

Para finalizar, agradecer a quem leu esta pequena crónica sobre mim e claro agradecer a todos que, desportiva e profissionalmente me ajudam e acompanham neste humilde caminho, eles sabem quem são!

Até breve,

Carlos Moreira

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